A5 grupo 1

O primeiro e maior grupo, incluindo China, Brasil e todos os países africanos que, apesar de pobres e subdesenvolvidos, se encontram em estado de alerta devido a fortes secas e alagamentos, tem a linha de base estabelecida a partir do consumo médio dos anos 2020, 2021, 2022. A partir de 65% deste valor médio, o Brasil tem que reduzir seu consumo de HCFC para 20% até 2045. Ou seja, o consumo brasileiro máximo de HCFC em 2045 tem que ser equivalente a 20% de 65% do consumo médio dos 3 anos 2020, 2021, 2022.

 

O R22 é um HCFC e o R134a é um HFC, ambos permanecerão em uso depois de 2045!

 

A5 grupo 2

O segundo grupo, formado por países que sofrem com extremo calor como Paquistão, Arabia Saudita e India, que além do calor tem tido um recente desenvolvimento econômico, permitindo só agora que sua população compre aparelhos refrigerantes. Estes países congelarão suas emissões em 2028, tendo como linha de base para redução os anos de 2024, 2025 e 2026. Sua meta de redução é de 85% de 65% do volume da linha de base em 2047 para HCFC.

 

A2

O terceiro grupo inclui os países ricos, incluindo os Estados Unidos e a União Europeia, que já estão com seu consumo congelado. A linha de base para redução destes países é bem agressiva e foi estabelecida a partir de 15% do volume de consumo médio dos anos 2011,2012 e 2013. Sua meta final é reduzir o consumo de HCFC em 85% de 15% do volume da linha de base até 2036.

 

Saiba mais:

- Artigo no site brasileiro do Protocolo de Montreal

- Artigo do New York Times, em inglês.

* Para Bielorussia, Federação Russa, Cazaquistão, Tajiquistão, Uzbequistão: 25% do componente do HCFC da linha de base e diferente início nos dois primeiros degraus (1) 5% redução em 2020 e (2) 35% redução em 2025.

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O acordo de Kigali, e as metas brasileiras

para redução do uso de HFCs e hcfcs.​

A conversa em Kigali - capital da Rwanda - não teve tantos holofotes quanto o Acordo de Paris,  mas o seu resultado pode ter um impacto igual ou até maior na prevenção do aquecimento global. Enquanto em Paris o acordo pedia o comprometimento de todos os países com a redução de toda e qualquer substância com potencial de aquecimento global, desde o combustível usado em carros a emissões industriais, o Acordo de Kigali que contou com mais de 170 países, tem um único objetivo, reduzir a emissão de HFCs e HCFCs.

 

Os HFCs formam apenas uma pequena parcela dos gases de efeito estufa. Entretanto, eles funcionam como um super gás de efeito estufa, com mais de 1000 vezes o potencial de aquecimento global do CO2 (varia de acordo com o gás), por isso seu controle é tão importante.

 

Os compromissos assumidos em Paris  além de amplos, são voluntários, um pouco vagos e bastante dependendentes nas políticas estabelecidas por futuros líderes de cada país. Em contraste, o Acordo de Kigali tem metas e prazos específicos para a troca de HFCs por alternativas mais sustentáveis, além de sanções comerciais e é compulsório. Os países são obrigados a atingir as metas estabelecidas, tornando o Acordo em um projeto ambicioso, coletivo e forte. De forma geral, o acordo promete reduzir o equivalente a 70 bilhões de toneladas de CO2 da atmosfera, ou seja, mais ou menos duas vezes a quantidade de emissões anuais do planeta.

 

O acordo é uma emenda ao Protocolo e Montreal, o famoso tratado feito em 1987  cujo objetivo era reduzir o buraco na camada de ozônio através da proibição do uso dos CFCs. Isso quer dizer que o acordo tem o poder e a força de um tratado, e deve ser levado como tal.

 

Enquanto alguns países, acharam as medidas finais menos rigorosas do que gostariam, países como a India, a Arabia saudita e o paquistão disputavam um prazo mais extenso. O resultado final acabou por dividir o mundo em três categorias:

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