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GASES DE REFRIGERAÇÃO,

POLUIÇÃO E BOAS PRÁTICAS

 

A poluição atmosférica é um tema polêmico que não recebe a atenção necessária por falta de conhecimento ou de interesse da população em geral. Os protocolos de Kyoto e de Montreal tratam o assunto de uma forma objetiva, propondo ações concretas para a mitigação dos efeitos de gases poluentes. Pretendo ilustrar como os gases de refrigeração se posicionam nesse contexto, descrevendo as ações propostas nos protocolos e os benefícios do correto manuseio e regeneração desses fluidos.

 

O principal objetivo do Protocolo de Montreal é eliminar a emissão de gases com potencial de destruição da camada de ozônio (ODP). Com este intuito já foi praticamente eliminada a família dos CFCs e hoje estamos no processo de acabar com os HCFCs. No Protocolo de Kyoto, o que se busca é reduzir a emissão de gases de efeito estufa (GWP) que inclui também a família HFC. A indústria de refrigeração é diretamente impactada em ambos os protocolos. Alguns gases refrigerantes chegam a ter um GWP  (potencial de aquecimento global) maior que 5000 vezes o do CO2 (unidade usada para medida de GWP). A indústria está caminhando para refrigerantes com zero ODP e menor GWP menos prejudiciais ao meio ambiente. Lembramos que os gases HFC´s apesar de não degradarem a camada de ozônio possuem um alto potencial de efeito estufa (GWP). Portanto, o tratamento a ser dado aos HFCs e aos blends (misturas) existentes deve ser igual ao tratamento dado aos CFCs e HCFCs, o recolhimento e a regeneração. O IBAMA considera crime ambiental a liberação de qualquer tipo de gás na atmosfera.

 

Para que os equipamentos de refrigeração sejam eficientes, os gases de refrigeração precisam estar atendendo as especificações estabelecidas pela norma AHRI-700. Com o passar do tempo o gás refrigerante dentro do chiller, devido ao seu caráter higroscópico, começa a absorver umidade que misturada ao óleo cria acidez e leva o fluído a perder as suas características. Este gás “sujo” pode prejudicar e até corroer os equipamentos. Dai as boas práticas  indicarem que a análise desses gases deveria ser feita periodicamente.

 

A qualidade do gás processado vai depender de alguns fatores: 1. O sistema usado no processamento, filtragem ou destilação. 2. Conforme a norma 15960 ABNT é necessária a emissão de um certificado de análise baseado na norma AHRI-700 assinado por um químico responsável. Seguindo estes preceitos o gás regenerado é equivalente ao gás novo. Este certificado de análise é a garantia de que o gás está no padrão original de fábrica e não irá prejudicar o equipamento. Dessa forma, é relevante a escolha de uma empresa qualificada e em dia com as todas as boas práticas da indústria. 

 

As frequentes mudanças nos gases de refrigeração nos obrigam a chamar atenção para o seguinte ponto: quando houver a decisão de substituir um equipamento, o gás nele existente deverá ser recolhido e destinado conforme a legislação vigente. Dessa forma poderemos garantir uma oferta adequada de gases em phase-out, proporcionando maior longevidade no parque instalado. Com o benefício fundamental de não poluir a atmosfera, diminuir um passivo ambiental e tornar o setor sustentável.

 

A cadeia do frio é um dos grandes contribuintes para poluição atmosférica. Já existem as soluções para que os impactos por ela sejam bastante mitigados. Para isso basta que cada faça a sua parte buscando a correta gestão dos seus gases de refrigeração.

 

 

 

Artigo publicado no blog da ABRAFAC em 21 de Março de 2016: 

www.abrafac.org.br/blog-info.asp?id=9&n=gases-de-refrigeracao,-poluicao-e-boas-praticas

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